segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

brava I

e cá está ela, a ilha brava... mais propriamente a capital, nova sintra. (sim, o nome vem da "nossa" sintra - e a intenção era que as casas também refletissem essa herança, daí o aspecto mais cuidado e arranjado de toda a cidade, que ainda hoje permanece)

o edifício da câmara municipal, na praça principal da cidade (e a única também...). de realçar que toda a cidade está organizada em torno de duas grandes avenidas, ortogonais, que se cruzam nesta praça (ou pelo menos começou assim... entretanto foi crescendo já de forma mais ou menos descontrolada...)

... mais um aspecto da câmara municipal (se olharem para a imagem fixamente durante uns minutos, e cruzarem os olhos, a imagem fica em 3D - ou não... se calhar ficam só a fazer figuras tristes e com os olhos trocados.. experimentem...)

e cá estão elas... as casas... há indicações fortes no sentido de todas as casas terem a mesma tipologia base, e serem obrigatoriamente pintadas em cinzento e branco, o que contribui para o aspecto pitoresco da cidade.



... mas também há espaço para alguma criatividade, contida, desde que devidamente aprovada (o edifício da companhia das águas local)...

... da mesma forma que só o facto de serem pintadas de branco e cinzento não garante que o resultado final seja agradável...

.. e que belas avenidas, não? largas, limpas, arranjadas... e parece que na primavera ficam todas floridas...

até era capaz de lá voltar um dia... quando houver avião... (o que ainda é capaz de demorar, porque a morfologia da ilha não o permite...)

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

kriola II

a distância a vencer pelo barco nem é tão grande assim, mas toda a gente que falava da viagem dizia, invariavelmente: "é muito dura | o mar é terrível | o barco não tem condições | prepara-te", mas estava longe de imaginar o que me esperava.. eu, que até achava que estava habituado a andar de barco, confesso que estava a ficar ligeiramente enjoado no final dos 30 minutos da viagem de ida, mas longe de imaginar o que me esperava no regresso: como o kriola não estava em pleno funcionamento, a viagem de volta para o fogo foi feita num antigo barco de pesca, bem mais pequeno do que este, bem menos estável, e com um agradável aroma a peixe podre... para além de demorar uma hora ("ou mais ainda, se o mar estiver muito mau..") a fazer o mesmo percurso...


aqui, os luxuosos interiores, prontos a estrear (bem diferentes da cozinha-a-cheirar-a-especiarias onde fizemos a viagem de regresso....)

ah.. coletes salva-vidas... (já no regresso, havia.. ahm... hum... ah.. se calhar não havia nada...)

saquinhos-catitas para o vomitado (até davam vontade de usar..) - já na viagem de regresso, e depois dum início confiante "mas por que raio está toda a gente a benzer-se e a baixar a cabeça e apoiá-la entre os braços?.." só tive tempo de deslizar por cima da mesa da cozinha e apanhar um dos baldes de plástico pretos que estavam espalhados pelo barco... e digamos que o resto da viagem foi passado de cabeça baixa, enfiada no balde, a olhar para o interior do meu estômago às voltas cá fora, cujo volume ia aumentando de tempos a tempos... e... claro... o mar estava particularmente mau nesse dia, e demorámos mais de uma hora... com ondas até 4 metros, que não víamos de onde vinham, e nos projectavam para todos os lados, e o rádio ligado-estupidamente-alto numa estação que só tocava música lamechó-pirosa brasileira...

(depois dessa fantástica viagem, ainda me esperava o voo para santiago - também com trepidação provocada pelos ventos fortes - e até no táxi do aeroporto para casa enjoei...)

mas aqui, ainda era inocente, todo contente, a chegar à brava, com a vila de furnas ao fundo, no início da semana...

kriola (é nome de barco, neste caso...)

um dos aliciantes de ir à brava nesta altura, era a possibilidade de viajar no kriola - o muito aguardado fast-ferry, patrocinado pelos fidju di tera qui sta n'ámérca - que prometia fazer em 30 confortáveis minutos a ligação entre as duas ilhas. não foi fácil, mas mexendo os cordéis certos lá conseguimos embarcar numa viagem não-oficial ainda antes do funcionamento regular.

notavam-se ainda alguns pormenores a afinar... como a plataforma para descida dos passageiros, por exemplo, que foi montada de raíz só depois de atracar...

... mas nem assim a multidão que aguardava a sua chegada desmotivou...

... e fizeram fila para receber os heróis (os primeiros utentes, que tiveram honras de família real...)... e houve até visitas guiadas ao interior, com uma longa espera ao sol...

acho que este senhor vive dentro do depósito de combustível, para abrir a portinha de cada vez que precisam de reabastecer... há trabalhos piores...

fogo - gráfico

"discount auto rent 8 parts" - como se a placa não fosse já suficiente para desencorajar potenciais clientes...

aqui fica um dos motivos para regressar ao fogo uma terceira vez: não o visitei da primeira vez (por decisão do grupo, que acho que "tinha um aspecto demasiado caro") e da segunda (já devidamente recomendado como "o melhor sítio onde comer em s. filipe") estava fechado...
e não, o logo na placa não me lembra nenhum rally euro-africano... não sei do que estão a falar...

de volta ao fogo

mais um mês, mais uma viagem, mais uma ilha... ou duas, neste caso... e em trabalho, para variar...
a caminho da "ilha maldita" (ilha brava), houve tempo para re-visitar uma das minhas favoritas - a ilha do fogo - paragem obrigatória, uma vez que a única forma de chegar à brava é por barco, com partida do fogo.
ao fundo: o objectivo a alcançar no dia seguinte, e a minha morada durante uma semana...


mas, enquanto no fogo, houve tempo para re-descobrir s. filipe, e ver o mercado renovado, por exemplo (estava em obras na primeira visita, em julho) ...

... apanhar os restos das decorações natalícias (ou seria já pré-campanha?...) ...

... jantar perto da pousada onde ficámos (na mesa ao lado duma certa artista-luso-local-de-cabelo-tipo-mangerico, acompanhada duma amiga inglesa alcoolizada que tentou ensinar-me gramática crioula... - curiosamente, não foi a pior professora que tive nessa área...)

... o mesmo local durante o dia, onde a dona - aquela senhora nórdica sentada ao centro - estava, na manhã seguinte, exactamente no mesmo sítio do que na noite anterior, e a fazer exactamente o mesmo: comer.. (mal posso esperar por chegar aos 50 anos, vender tudo, voltar para cá e abrir um restaurante pré-falido..)

e cá está, o sítio onde ficámos.. bem simpático, com piscina interior, água quente com pressão... ah... mordomias...

domingo, 30 de janeiro de 2011

maio - gráfico

alguéns tem problema com usos do plurals, parecem-me...

... e não é só a loja, a cabine telefónica (à esquerda) também parece ter sido "batida"...

a "drugaria da mynes" era noutra rua, mais acima... (desde que se reformaram dos filmes de animação, foram viver para o maio, onde agora se dedicam ao comércio tradicional..)

digam lá se este não é o melhor logotipo de todos os tempos?.. e a confiança que ele inspira... (esta é a companhia nacional, responsável pelo fornecimento de água e electricidade... quando fornece...)

com o aquecimento global, o nível das terras foi subindo na ilha...

maio II

habitação social para cabras, na vila do maio (ou seria um prédio abandonado, habitado por cabras-okupa?...)
 
no bar da praia onde tínhamos estado na noite anterior, havia uns postais com uma imagem parecida com esta, mas bem mais espectacular... mas, ou os senhores do maio são uns virtuosos do photoshop, ou não fomos visitá-los na melhor hora para tirar fotos..

na verdade, a praia aqui não era das melhores... com muita ondulação e uma inclinação mesmo muito acentuada antes de entrar na água (de tal forma que as ondas voltavam da terra para o mar, e cruzavam-se em cima de nós..), mas quando a alternativa é estar a tiritar de frio em portugal, fazemos  um esforço para dar um mergulho...

mais um pôr-do-sol, com vista para santiago (entre nós e o mar, estava a agitada avenida principal mas, curiosamente, o tráfego automóvel intenso não interferiu com a foto...)

e na viagem de regresso, com santiago à vista...

foi pena não termos alugado um carro para dar uma volta pela ilha e conhecê-la melhor... mas toda a viagem foi combinada de forma meio atabalhoada... ainda assim, foi a ilha onde comi melhor até agora e, apesar da fraca oferta em termos de diversão nocturna (na sexta fomos ao único bar da vila, e no sábado havia 2 festas - que localizámos facilmente pela música, que era tudo o que se ouvia na vila inteira... - mas estavam praticamente desertas...) acabou por ser um fim-de-semana bem passado...

maio I

algumas semanas mais tarde, mais uma visita "da europa", mais uma ilha a conhecer: desta vez, a ilha do maio. geograficamente, é a ilha mais próxima de santiago, a uns alucinantes 15 minutos de avião... mas não é por isso que a viagem é mais barata...

esta é a "via principal" da vila de maio (a capital da ilha) -  e sim, é quase sempre assim tão agitada, tirando durante a hora de ponta, em que chegámos a ver 3 carros em menos de 20 minutos!

acesso à praia

a clássica foto dos "barcos-e-pescadores-ao-pôr-do-sol"...

... e mais uma foto ao pôr-do-sol, a relaxar calmamente, ao final do dia, num bar na praia, com os nossos novos "amigos de infância" - se em santiago já é difícil fazer o quer que seja sem que toda a gente saiba, imaginem no maio, com toda aquela agitação... ao fim de 2 dias já toda a ilha nos conhecia e cumprimentava e metia conversa e se colava aos nossos planos e oferecia os seus serviços...
(se repararem na foto com atenção, conseguem ver o alinhar de um conjunto de factores que quase resultaram, segundos depois, numa trágica bolada-em-cheio-na-cabeça de um elemento do nosso grupo: o miúdo a chutar a bola; a fraca iluminação; o sr turista a preparar-se para defender o remate, com um copo de cerveja ao lado...)

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

o melhor bolo de aniversário do mundo

dizem as más linguas que os donetes estavam ligeiramente duros... (ou "duros que nem pedra" - ok, não os devia ter guardado no frigorífico antes do jantar...) mas digam lá se não tem muito bom aspecto, a minha piràmide-bolo de aniversário?...

são vicente - gráfico

na casa café mindelo, um sítio que prova que não é preciso muito investimento para criar um ambiente simpático e cuidado (em vez dos habituais cafés e bares com mesas patrocinadas por marcas de cerveja...)

algures (em portugal, provavelmente...) há uma empresa de sinalização rodoviária que escoou um stock bem antigo e feiínho de placas....

se alguém estiver interessada.. mas só se for "sexy dançarina"!...

este é o meu favorito, pela simplicidade e eficácia...

não sei se a intenção era poupar papel ou tentar convencer-nos de que não estavam a cobrar-nos "tarifa de turista"... mas gostei do aspecto minimal da conta (na alliance française, almoço para duas pessoas - cerca de 12,6€)

fiquei com a impressão que os senhores desta casa roubaram o portão dos vizinhos... (ou isso, ou a rua cresceu muito de repente...)

e gostei mesmo muito da expressão deste tipo... havia uma série de desenhos dele pela cidade (e parece que é um artista aqui de santiago..)